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Isso funciona?
Escrito por Grupo Sinto Muito às 11h37
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O que vc faria com alguns quilos a menos?
Não sei se estou ficando louca ou se minha percepção está adequada, mas o que vi nesta campanha publicitária que apresenta um novo medicamento o qual promete eliminar até 30% da gordura ingerida foi um monte de mulher magra dizendo que se emagrecesse uns quilos faria isso ou aquilo. O que mais me chamou a atenção foi que não são mulheres de fato gordas que aparecem na propaganda... Se aquelas mulheres têm que emagrecer pra tomar banho na banheira acompanhada, oh God, 95% das mulheres de meia idade da minha família e provavelmente da sua só podem se sentir um trapo mesmo.
O tempo todo somos invadidos por esse tipo de mensagem através dos meios de comunicação... Ontem, na sala de espera da minha psicóloga, eu estava folheando uma dessas revistas de fofoca e li que a Claudia Gimenez disse ao Faustão num desses domingos que na TV os gordinhos não transam, não têm vida sexual... Ela está certa. Acho que foi em Torre de Babel que ela fazia par romântico com o Vitor Fasano, não?, e em As filhas da Mãe ela conquistou o Gianechinni – não costumo assistir novelas então não sei como esses relacionamentos eram apresentados, mas me parece que quando rola algum affair novelístico que envolve algum gordinho, geralmente é na base da sátira. Corrijam-me se estiver errada. Pra não dizer que é à base da pura zombaria mesmo. Pelo que soube, a saída da Claudia Gimenez daquele programa Sai de Baixo se deu também porque ela estava muito mal em razão dos “elogios” relativos a peso que sua personagem Edileuza recebia especialmente do Caco Antibes. Lembrei agora de um episódio de “A Diarista” onde a Lucineide ia trabalhar num spa. Lamentei muito ter visto aquilo. Nunca vi tanta ridicularização na minha vida. O tempo todo os gordinhos sendo humilhados, inferiorizados...
Por essas e outras que, apesar de achar a Preta Gil um porre, tenho certa admiração por ela. Duvido que ela esperaria ter alguns quilos a menos pra fazer qualquer coisa na vida!
Voltando à história da propaganda que comentei, é inegável que a repercussão desse tipo de mensagem na cabeça de crianças e adolescentes pode ser muito prejudicial. Daqui uns anos vamos ver nossos filhos muito mais noiados com peso do que o que já somos hoje e talvez nem percebamos mais a discriminação contra os gordinhos, na tv e na nossa frente, tão incorporados talvez esses conceitos nojentos estejam dentro de nós.
Pra finalizar, lógico que dei uma olhadinha no site do CONAR (conselho de auto-regulamentação publicitária), e como não poderia deixar de ser já rolou pau na história daquela propaganda... Por ser produto vendido exclusivamente mediante prescrição médica, a divulgação em veículos de massa é vedada por lei, então não se pode falar o nome do medicamento na propaganda; de qualquer forma a agência deu um jeitinho convidando, ao fim, que o consumidor visite o site cujo endereço é o próprio nome do produto. Os acusadores também apontam que a estrutura do filme não disfarça discriminação contra pessoas obesas.
Escrito por Grupo Sinto Muito às 10h48
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ESTE BLOG ESTÁ NO LIMITE DE QUOTA E NÃO DÁ MAIS PRA POSTAR AQUI!!!
Na TV...
Programa sobre Transtornos Alimentares com a participação da Doutora em Nutrição Marle Alvarenga e da Erika Romano.
- Canal Universitário (4X4) - Canal 11 da NET e Canal 71 da TVA
Dias de apresentação:
06/10 - 20h30 / 08/10 - 01h30 / 10/10 - 19h / 11/10 - 11h30
Reportagem sobre a insatisfação com o corpo em pessoas da área de saúde (ou algo do tipo... É sobre uma pesquisa feita pela Divisão de Psicologia da USP...) com a participação do psiquiatra Fabio Salzano e do psicólogo Niraldo Oliveira.
- TV Cultura – Jornal da Cultura
Dia de apresentação:
Provavelmente no próximo sábado, mas isso depende de como estiver a programação... Se surgir algo mais urgente eles adiam.
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Tenho que fazer meu trabalho de conclusão de curso, se eu não me formar neste ano as coisas vão complicar porque já tive três trancamentos de matrícula da faculdade e agora ou termino, ou termino (na verdade são permitidos dois trancamentos apenas, mas minha mãe conseguiu o terceiro ao levar minha guia de encaminhamento para internação psiquiátrica onde tava escrito que eu tinha risco de suicídio e o pessoal da direção abriu uma exceção – talvez achando que eu nem voltasse).
Também cancelei o speedy, o que quer dizer que vou aparecer no messenger e responder os e-mails só de vez em quando.
Outras coisa, já falei com a Finfo e ela está tomando a moderação do Sinto Muito. Acho que a Carmencita aceitará dar uma mão tbm, então, pessoal do grupo, don’t worry, estão em boas mãos.
Cuidem-se, bye!
Joyce Peu
Escrito por Grupo Sinto Muito às 14h34
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Estou boquiaberta!!!
Vcs viram o comentário que a Penélope deixou no post anterior???
Senti como se parte de meu passado tivesse sido desvendada, porque e não é que eu já requebrei muito exatamente em Porto Seguro? E não é que a Axé Moi era a barraca onde eu mais requebrava??? IMPRESSIONANTE!
Em 1999 minha irmã foi para Porto Seguro com umas amigas da faculdade e quando voltou ficou dizendo que eu tinha que ir pra lá, que era muito legal, blá blá blá... E eu fui, sozinha, já munida de todos os conselhos experientes dela... O principal era não ficar com ninguém na primeira noite, conhecer o maior número de carinhas logo de cara para então depois ver com quem eu ficava... Porque não sei se vcs sabem, em Porto cada dia da semana é dia de uma baladinha num lugar específico, então todos os turistas e nativos praticamente vão para o mesmo lugar; se eu ficasse com um cara no primeiro dia, de certo esbarraria com ele nas noites seguintes. Tudo bem se eu tivesse gostado de ficar com ele e as noites seguintes fossem no mesmo sentido, mas o lance era eu não me precipitar porque poderia encontrar coisa melhor, e a mente paulista conservadora tem destas coisas de achar chato que o cara que vc beijou ontem veja vc beijando outro hoje. Se é que o primeiro cara tivesse sido mal escolhido e eu quisesse partir daquela pra uma melhor. Será que deu pra entender? Ah, qualquer dúvida perguntem pra minha irmã. Até mesmo porque eu não fui exemplo para o tal conselho.
Isto é Porto Seguro.
Aproveitei muito o primeiro dia em Porto – aliás aproveitei a semana toda. Tinha chegado num sábado, e não me esqueço, era 12 de junho (pra quem não sabe, dia dos namorados). De noite fui para a baladinha, dancei muito com um carinha pegajoso (nativo tem disso, gruda que é uma beleza) que custei a despistar depois... Numa das minhas tentativas de fuga fui parada por um outro cara que imediatamente achei muito mais interessante, apesar de ele ter me abordado de uma forma pateticamente cômica... Não lembro exatamente as palavras que ele usou, mas depois de uma brevíssima apresentação ele foi curto e grosso dizendo que antes de me ver estava de saída e que se eu não quisesse nada avisasse logo que ele tinha que ir embora. Romântico, né? Bem, depois de uns cinco minutos em que fingi minha indecisão e fiz o famoso embaço feminino, começou uma história que – eu jamais imaginaria – durou uns dois anos.

É, me apaixonei por ele e namoramos à distância por um bom tempo... Sempre que tinha um feriadinho mais longo eu ia pra lá e então aproveitávamos o tempo que tínhamos da melhor maneira possível. (Lembrando que esse é um blog sobre transtorno alimentar, devo citar que esse namoro me era muito conveniente porque eu não precisava dividir minha rotina neurótica com ele... E estando lá eu comia muito pouco, corria obsessivamente na praia, ia a pé para todos os lados, entrava em todas as farmácias que via pela frente para me pesar... Enfim, o TA estava forte.)
(Continua embaixo.)
Escrito por Grupo Sinto Muito às 15h23
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Esse foi meu primeiro namorado, se é que se pode chamar de namoro um relacionamento desses. Mas a gente chamava... Ah, antes que digam que tive um namorado baiano (não que eu tenha algo contra), ele não era da Bahia, era do Rio. Ele tinha uma situação financeira muito inferior à minha e também por isso nunca veio para São Paulo para me ver. Passei momentos muito bons com ele, e mesmo longe dele eu me sentia uma pessoa abençoada, feliz, só pelo fato de ele existir e por eu tê-lo conhecido. Era apaixonada mesmo, de lembrar e chegar a sentir o perfume dele quando andava pela rua e sorrir, suspirando baixinho...
Ele era um ano mais velho que eu mas parecia uma dessas pessoas que já viveram muitas vidas... Sei lá, algo que me fazia pensar em maturidade espiritual, alguém que sabia seu lugar e sua função no mundo. Não tinha grandes ambições materiais mas tinha sonhos simples e bonitos... Uma pena nossos caminhos terem se distanciado e eu não saber mais o que aconteceu com todos aqueles sonhos nos quais durante um tempo também investi.
É, nós terminamos, e não foi um desligamento tranqüilo. Bastante traumático, aliás. Do tipo que me fez perceber que mesmo para pessoas que parecem ter vivido muitas vidas a estadia atual neste planeta pode trazer surpresas tristes e dolorosas que trazem indecisão e são resolvidas com o comodismo. Como deu pra perceber, não vou falar por que terminou.
Enfim... Essa é a história do meu requebrado em Porto Seguro... Ah!!!, detalhe: antes que me achem meio maluca por eu ter levado a sério um namoro desses, tenho que contar que minha irmã também namorou um cara de Porto Seguro. É, também durou um bom tempo, não foi coisa de uma semana, não. Pra quem diz que namoro de verão não sobe a serra (é assim o ditado?) fica aqui a prova de que em qualquer estação do ano e independentemente de em que altura da serra se está, o amor pode ser eterno enquanto dure. Enquanto dure o dinheiro para as passagens, a confiança na fidelidade alheia, a paciência por causa da distância. Amor eterno enquanto ele, amor, dure.

Escrito por Grupo Sinto Muito às 15h22
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Ontem estava conversando com Finfolheta quando ela me pergunta de onde surgiu essa história de remexer o popô. Expliquei pra ela que logo que nasci o médico foi dar o lendário tapinha na bunda e eu, pra mostrar que aquele num era um traseiro qualquer desses que uma mão esbranco-enluvecida dá uma passadinha rápida sem acarretar maiores conseqüências, já saí requebrando até o chão. Fui rebolando forte até o berçário. E até hoje vou remexendo, esquerda-direita até o chão, pra cima e pra baixo... E como fizeram Dalai Lama, Buda, Gandhi, Osho (gosto dele!) e até Bozo (“sempre rir, sempre rir, pra viver é melhor sempre rir!”), vou deixando também meu ensinamento: remexe aí, ô!!!
Remexer é bom porque movimenta os músculos e o esqueleto, a temperatura corporal aumenta, o coração bate mais rápido, o sangue circula até mais vermelhinho, os neurônios ficam irrigados e a gente se sente vivo. Só remexe quem é vivo. Mas nem todos os vivos remexem.

Confesso que também tenho meus dias de pouco rebolado ou rebolado nenhum. É fácil de se perceber quando meu popô está murcho porque geralmente sou uma pessoa alegre e que fala muita bobagem, mas se estou de cara fechada e falando coisas sérias... Ixi, a coisa está feia. Nestas horas é difícil dar uma requebrada, o corpo fica todo encouraçado, nem Reich resolve. Músculos contraídos, dentes cerrados e rosto pálido. Pode conferir, olha lá atrás. De certo meu popô vai estar caído.
Não sei exatamente o que causa a transição deste estado mórbido para o estado remexente, mas mais cedo ou mais tarde ela ocorre, sim. Uma música, um feixe de luz, um sorriso gratuito recebido na rua, uma lembrança boa... E lá vêm as celulazinhas quebrando tudo dentro de nós, ativando a energia e dando início ao remelexo que logo em seguida toma posse de corpo inteiro e até do pensamento. Aí é só no quebra-quebra!!!
E lá vou eu, remexendo dia afora, esquerda-direita até o chão... Compartilhando o rebolado com amigas, familiares e até desconhecidos. Uma vida rebolada é uma vida mais vivida.
A única preocupação que me acarreta é que não posso esquecer de dormir de bruços porque senão... amassa!
Beijos requebrados,
Joyce Peu.
Escrito por Grupo Sinto Muito às 13h50
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Filmes de faroeste nunca me atraíram... Lenga-lenga chata aquela do mocinho contra os bandidos, as cenas no bar, os índios que aparecem e só se dão mal... Uma única coisa me prenderia na frente da TV pra ver um filme assim por mais de cinco minutos... Os cavalos!
Atirem nos bandidos, firam o mocinho, exterminem os índios, mas por favor, não machuquem os cavalos!!! Deixem que corram livres, crina balançando ao vento, atravessando rios, ultrapassando campos e desertos! Corram, cavalinhos, corram!
Cheguem saltando de um buraco de energia para me levar para Dar-Shan, onde sou princesa Sara, ou mesmo voe, Ventania, voe, enquanto a Adora aqui vai ficando mais popozuda e se transforma em She-Ra!
Cavalos habitam meu imaginário desde minha infância como símbolos de liberdade, impetuosidade e coragem. Liberdade, impetuosidade e coragem que podem levar à fatalidade como uma bela vida tragada a Marlboro.

Tanto desejo aqui dentro faz com que eu repita para mim mesma “Hold your horse, sua maluca!”, quando na verdade acredito que eu deveria mesmo era deixar a bicharada solta, mas tenho medo do estrago, então não cavalgo a vida, subo no meu pangaré e mantenho a rédea curta. É ou não é, Pé de Pano?

(Continua embaixo.)
Escrito por Grupo Sinto Muito às 09h39
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Freud remexeu muito bem (e eu criticaria?) usando a analogia do cavalo e do condutor para explicar como Id e Ego se relacionam. Eu tbm remexi bonito em setembro de 2001 usando a metáfora do cavalo pra explicar como eu me sentia naquele momento:
“Minha vida parece ser uma cavalgada, só que eu não consigo me manter montada em meu cavalo. Eu sei o quanto é prazeroso passear a cavalo, sei que podemos ver as mais lindas paisagens, o pôr-do-sol, sentirmo-nos bem por estarmos guiando aquele que faz o nosso caminho, sentir o vento contra o rosto... mas tenho acabado me espatifando no chão. Eu sei, ‘ninguém nasce sabendo’, às vezes podemos cair mesmo até alcançar uma certa segurança, um certo controle... Não tenho medo de montar, o meu medo é o de ter que ficar o tempo todo tão concentrada nos meus próprios movimentos, nos meus comandos ao cavalo, que as coisas belas que estão no caminho passem sem ser por mim notadas... Pra que montar então? Que prazer haverá em se montar num cavalo se não será possível se olhar a paisagem? É assim que eu me sinto. Quando estou com meu comportamento alimentar sob controle, quero olhar para os lados, viver livremente, ‘curtir a cavalgada’... mas é aí que acabo caindo no chão: perco a linha, como além da conta, sinto culpa, raiva de mim mesma... QUAL O SENTIDO DISSO TUDO??? QUANDO ISSO VAI ACABAR??? SERÁ QUE EU NUNCA VOU PODER OLHAR PARA OS LADOS SEM PERDER O CONTROLE SORE MIM MESMA???”
Apesar de atualmente as espatifadas no chão não terem mais a ver com comida, ainda sinto muita necessidade de manter a rédea curta, o cavalinho sob total controle, temendo qualquer galopezinho mais audacioso, reprimindo qualquer empinadinha. Vidinha Pé de Pano mesmo, onde se troca a emoção da cavalgada pela segurança do estábulo. Tenho muito medo, medo do vento na cara, medo do desconhecido, medo dos desejos que guardo dentro de mim. Quanto mais selvagem o cavalo, mais firme tem que ser o cavaleiro. Tenho medo de soltar o bicho e não conseguir mais ficar sobre ele.
É difícil mudar o jeito que se guia à vida e que se lida consigo mesmo, mas não é impossível. Dou um passo pra frente e três pra trás, às vezes empaco feio, as pessoas que gostam de mim se desesperam e perdem a paciência. Eu também perco. Perco a paciência comigo e vou perdendo o prazer da vida, deixando passar pessoas com as quais eu gostaria de cavalgar junto, mas... Não tenho o ritmo. Triste isso, eu choro - mas não desisto. Não quero uma vida de pangaré para sempre. Espero um dia conseguir aumentar a velocidade, sentir o cabelo solto ao vento, as mãozinhas pra cima sem precisar de rédeas ou bengalas pra se sentir seguras... E quem sabe então eu alcance aquilo que hoje deixo passar – meus desejos, meus sonhos, meus amores. Sinto muita falta de vocês...
Joyce Peu
Escrito por Grupo Sinto Muito às 09h30
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Ao longo destes alguns anos de tratamento para transtorno alimentar + análise venho enfrentando mensalmente uma inimiga que simplesmente me derruba, me enlouquece, me faz ter dias que parecem aqueles que passei quando estava no auge do TA. TPM maldita dos infernos!!! Em tempos de crise psicológica profunda, de atitudes extremamente pensadas a alto custo em psicoterapia, de esforço imensurável pra nadar contra a maré... a filha da puta chega e na maior cara dura põe tudo a perder. Algumas coisas são recuperáveis, outras se vão para sempre e deixam apenas saudades.
TPM filha da puta,
TPM filha da puta,
TPM filha da puta!!!
Joyce Peu
Escrito por Grupo Sinto Muito às 18h22
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Nunca fui muito boa amiga – não que eu seja fofoqueira, cause intriga, roube namorado alheio, nada disso... Apenas sou destas amigas que a distância afasta, que o tempo leva e que quase nunca retornam os telefonemas das velhas amigas que ainda têm a paciência de ligar.
Tive (tenho, sei que tenho) grandes amigas que guardo no coração e na agenda telefônica mas para as quais não consigo ligar. Tenho vontade de revê-las mas vou adiando, adiando, anos se passam e não tiro o dedo do bolso para apertar as teclinhas do telefone.
É, tenho medo das perdas: quando a rotina muda e a possibilidade de afastamento das pessoas que me são importantes aparece, faço de conta que as separações são fáceis, que tiro de letra, mas isso é para evitar a dor da falta. Uma falta ainda inexistente, pois eu sei que poderia manter o contato com minhas velhas amizades, mas...
Ainda preciso reconhecer que quero minhas amigas de volta, que não quero deixar que as poucas amigas de hoje vão embora... Acho que já comecei a fazer isso, né?
Ah, comecei a escrever sobre isso porque hoje, excepcionalmente, me encontrei com uma linda amiga (que, aliás, conheci pelo Sinto Muito) que chora rios de lágrimas em filmes dramáticos mas que sei que me abraçaria com força como se eu fosse um velho bichinho de pelúcia encontrado num brechó se eu me dispusesse a também derramar meu choro... Alezets, obrigada por me ajudar a remexer o meu jeito tosco de lidar com pessoas tão importantes que são as amigas!...
Hum... =o/
E obrigada também a quem tantas vezes me falou e me mostrou o quanto é importante que eu esteja perto de quem gosto e de quem gosta de mim. Já que os empréstimos de anjos não duram pra sempre, é melhor eu cuidar direitinho dos anjos que são meus...
 Joyce Peu
Escrito por Grupo Sinto Muito às 22h00
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A Ana Bone inventou, há muito tempo, um termo até hoje bastante usado entre as meninas que fazem jejum, que é o No Food. Os No Food’s coletivos que a Ana Bone organizava saíram até em revista, tinham várias adeptas, várias meninas que entravam nessa de se propor a ficar uma semana comendo vento e sucumbiam lá pelo segundo dia, caindo forte na compulsão. Além de poder ganhar um belo racho na cabeça por desmaiar devido à fraqueza trazida pelo jejum prolongado, quem faz No Food só “se fud”, porque ficar de jejum é péssimo para quem quer perder peso e sobretudo gordura. Abaixo vai um texto explicativo de um site que, por ser comercial, não vou citar qual é não (não quero que quem queira emagrecer procure um site mas sim profissionais cara a cara!):
Porque não comer engorda?
“Quando o corpo detecta um período de privação de comida ele aumenta os níveis de gordura no corpo através da diminuição do metabolismo.
Em outras palavras, o corpo tenta aproveitar ao máximo as calorias através da diminuição da velocidade com que você usa energia. Você irá notar uma sensação de cansaço, com vontade de descansar ou até dormir.
As calorias economizadas devido à diminuição do metabolismo são rapidamente estocadas como gordura para assegurar que você tenha uma quantidade suficiente de energia (calorias) para combater uma possível falta de alimentos por longo tempo.
Parece absurdo mas realmente seu corpo irá começar a se preparar para enfrentar uma situação extrema, como se você estivesse em um barco perdido no meio do oceano e não fosse comer nas próximas semanas. Seu corpo não sabe quando será sua próxima refeição.
Para piorar as coisas, o corpo quer estocar o máximo de gordura possível, e para isso ele irá acabar quebrando o tecido muscular e estocar as proteínas resultantes em forma de gordura. Não apenas seu metabolismo irá cair e seu percentual de gordura aumentar, mas também sua massa muscular irá diminuir como resultado do período de privação.
Existem duas maneiras distintas de você entrar no estado de privação:
- Reduzindo calorias muito abaixo da sua necessidade diária.
- Comendo refeições não freqüentemente (incluindo a dieta mais comum dos brasileiros de três refeições ao dia).
O corpo entra em um estado de privação cerca de três a quatro horas depois de sua última refeição. Ele questiona porque não há comida presente para digerir e começa o processo de preparação para a fome, o que inclui diminuição do metabolismo (causando a perda de energia física), aumentando o armazenamento de gordura, e convertendo tecido muscular em gordura.
Seu corpo também pode iniciar o processo de privação se as calorias que tiver consumido no dia estiverem muito abaixo da quantidade necessária para manter as atividades diárias - esta é a causa das dietas muito baixas em caloria falharem. O corpo percebe uma emergência devido a uma ingestão de calorias muito baixa e inicia o processo de privação.
Você não irá perder gordura corporal se entrar em estado de privação. Por isso não comer é contra-produtivo para o processo de queima de gordura. Deixando de comer, em vez de emagrecer, você irá acabar ganhando gordura.”
Beijos! Joyce Peu
Escrito por Grupo Sinto Muito às 09h29
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Trecho comentado do livro "A Loucura Cura - Um Manifesto Psicoterapêutico", de Guillermo Borja
Este é um trecho do livro “A Loucura Cura – Um Manifesto Psicoterapêutico”, escrito pelo psicoterapeuta mexicano já falecido Guillermo Borja. Entre algumas doideiras que ele escreve há trechos muito interessantes que considero que principalmente a galera da área de Psicologia poderia aproveitar.
“(...) o verdadeiro terapeuta está consciente de que o momento para trabalhar é o presente. O resto é a habilidade que se tem e a capacidade de saber o que utilizar no momento. Por isso, se o leque de que o terapeuta dispõe é amplo, este poderá ter uma presença eficaz.
(...) Para poder abordar um conflito é preciso ter dominado uma série de processos e de situações vivenciais. Quem possui a chave, quem guarda o mapa é o paciente. O que o terapeuta tem são interpretações. Por exemplo, sei que um paciente tem um problema com seu pai, mas é ele quem tem de percorrer o caminho, estabelecer a estratégia, decifrar o labirinto. O terapeuta tem de acompanhar o paciente e entrar em seu labirinto. É como o ermitão do tarô: traz uma lâmpada que somente ilumina cada passo, e a luz não se perde tentando iluminar o futuro. O terapeuta acompanha o paciente, independentemente de saber para onde eles dois irão, só para ver o que há, porque na verdade quem tem que caminhar é o paciente. Não devo ter pretensões sobre seu percurso. Eu já fiz meu percurso, conheço meu labirinto, e posso lhe dizer e fazê-lo sentir que é possível sair. Posso lembrar-lhe que não é o primeiro nem será o único que vai realizar essa Odisséia. Eu já fiz a minha, e sei que a viagem pode ser feita. Com isso muda-se o tom, já que não há prepotência terapêutica, mas humildade.
(...) O terapeuta tem de saber muito de si mesmo, tem de conhecer diferentes técnicas. Tem de aceitar o seu medo. O medo não se perde nunca. A covardia, sim. A covardia é o medo do medo. Então, temos de ir com medo, pois o medo é uma bússola que indica o caminho correto.”
Gosto do trecho acima porque ele trata um pouco do mundo da psicoterapia que muitas pessoas vêem como “misterioso”... Muitas vezes as pessoas procuram um psicólogo esperando que ele lhes dê respostas, segurança, conforto... quando na verdade o papel do psicólogo é o de fazer perguntas, causar inquietações, encorajar o paciente a se aproximar do seu conflito, a enfrentá-lo. Psicoterapia é trabalho duro sobretudo para o paciente, não é distração, não é lazer... Para nos distrairmos vamos ao cinema, conversamos com os amigos num bar, conseguimos aí até umas boas dicas de como nos esquivarmos dos problemas e aumentarmos nossas defesas – mas sabemos que quanto mais tentamos nos distanciar dos problemas, mais inflamados eles se tornam, mais sintomas causam... Estar aberto para a psicoterapia é estar disposto a sentir a dor e não a fugir dela. E o psicoterapeuta útil é aquele que consegue acompanhar o paciente neste caminho, aquele que consegue tolerar o sofrimento do paciente sem lhe passar a mão na cabeça querendo anestesiá-lo justamente por saber que o paciente tem que enfrentar a sua dor para alcançar sua resposta. O psicoterapeuta tem uma idéia teórica dos percalços que o paciente terá que enfrentar, mas é o paciente quem tem que construir o seu caminho e vivenciá-lo não apenas na idéia, no pensamento, mas sobretudo na emoção, no sentimento. Os conflitos que nos afligem advêm da experiência, da vivência, e só serão elaborados por estas mesmas vias; não serão resolvidos através de pensamentos teóricos do terapeuta nem do paciente.
Para acompanhar o paciente em sua trajetória o psicoterapeuta tem que conhecer, como diz Guillermo Borja, seu próprio labirinto. Não acredito que um psicoterapeuta útil seja aquele totalmente resolvido em seus conflitos, até mesmo porque acho isso impossível já que admito que um psicoterapeuta é, antes de tudo, um ser humano, e que como ser humano que é, é dinâmico, suscetível, falível e inacabado. Por isso mesmo o psicoterapeuta tem que estar em constante revisão de suas próprias questões, tem que estar consciente de seus conflitos e em trabalho constante de análise. Psicoterapeuta que não tem coragem de enfrentar seu próprio labirinto não tem credibilidade para encorajar paciente nenhum a adentrar o próprio abismo.
Bem, pessoas, isso é um pouco do que o trecho do livro despertou em mim e que eu queria dividir com vcs.
Beijos!!! Joyce Peu
Escrito por Grupo Sinto Muito às 10h25
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Olá meninotas! Joy na linha!!!
Que saudade de vcs! Tinha deixado o blog na mão de amigas do Sinto Muito mas parece que até elas deram um tempo de remexer por aqui... Entonces, nesses casos, Joy again!
Ando super desatualizada em relação aos blogs nacionais... Tenho visto só alguns argentinos e americanos, enfim, a mesma lenga-lenga de sempre... O que está em mais evidência por aí é o caso Mary-Kate Olsen, foto dela em tudo quanto é blog, hein?... Que ela se recupere!!!
A Juli deixou um comentário aqui, já que estou meio sem idéias para este post, vou responder...
“Meninas, eu comecei a procurar esses sites faz uma semana. E eu preciso conversar com alguma de vcs! Eu preciso de incentivo pra minha dieta. Sou viciada em desobesi e não me faz mais efeitos. Não sabia, mas sou pro-ana. Penso em emagrecer tanto, desde que acordo até qdo vou dormir. Fiz lipo, peso 53 tenho, 1,64, mas tô gorda ainda! Tenho que pesar 51, me ajudem! Entro nos blogs de vcs e só encontro páginas desatualizadas! Não sumam, agora preciso de vcs!”
É Juli, sei como é se sentir gorda mesmo estando com o peso adequado aos olhos dos outros, como é duro fazer o caramba pra tentar ficar de bem com o corpo mas ainda nunca ser o suficiente, ter a sensação de ser um lixo todo dia que se acorda, tentar ficar bem, se esforçar, persistir... Parece que vc já vem persistindo bastante, já viciou no remedinho, já fez lipo, tá de dieta... Há quanto tempo vc está neste caminho? Este caminho tem te levado aonde vc quer chegar? Vc tem conseguido se sentir melhor em relação ao seu corpo? Parece que não, né? Bem, realmente, vc pode continuar a tentar neste mesmo caminho – dietas, remédios, lipos – ou então pode tentar um outro. Se trabalhar o corpo não está sendo o bastante, quem sabe trabalhar a cabeça não ajude? Que tal procurar um acompanhamento psicológico para ver o que está te impedindo de chegar aonde quer? Hein?
É isso aí pessoal, tem que remexer por onde dá!!! Beijos, Joyce Peu.
Escrito por Grupo Sinto Muito às 20h09
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Oi pessoas!
Eu achei uma notícia meio antiga, mas que eu desconhecia e achei legal compartilhar com vocês. Eu tirei da revista Galileu de agosto de 2002.
"Um grupo de pesquisadores australianos conseguiu detectar um gene que contribui para o desenvolvimento da anorexia nervosa. A descoberta, publicada na revista científica 'Molecular Psychiatry' de agosto, pode levar os cientistas a um tratamento mais objetivo para doença, além de contribuir para a possibilidade de um diagnóstico antecipado.
A anorexia nervosa é um distúrbio de origem neurológica que torna as pessoas obcecadas pela perda de peso. Desejando emagrecer ao máximo, as vítimas restringem sua alimentação ao máximo.
O estudo recém divulgado, liderado pela cientista Ruth Urwin, analisou a relação entre a anorexia nervosa e um gene batizado como NET. Ele é responsável pela produção de uma proteína controla as reações neuroquímicas do corpo em relação à ansiedade e o stress. Uma espécie de interruptor molecular no gene determina quanto da proteína será produzida pelo corpo, e uma variação alterada desse mecanismo é que está ligada com o desenvolvimento da anorexia nervosa.
Durante a análise do gene, foi descoberto um trecho grande de DNA que nunca tinha sido encontrado em pessoas sadias. Esse trecho de DNA foi localizado em duas variantes, uma longa e uma curta. Ao testar pessoas que tinham anorexia nervosa, descobriu-se que a maioria das pessoas portadoras da doença tinham a variação longa do gene.
Segundo os pesquisadores, isso mostra que a pessoa que herda a variação longa do gene tem grandes chances de ser vítima da anorexia.
O grupo acredita que o descobrimento desse mecanismo pode permitir a criação de um diagnóstico antecipado da doença, além de encorajar o desenvolvimento de novos tratamentos.
A descoberta da ligação entre o NET e a anorexia nervosa também deve ajudar combater a idéia de que problemas pessoais ou um mau relacionamento familiar são causas únicas do problema."
Beijos, amigas!
Miss Diet Cookie
Escrito por Grupo Sinto Muito às 14h26
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Oi pessoinhas, aqui é a Denise!
O trecho abaixo foi retirado de uma matéria da revista Boa Forma, e fala de todas as mulheres, não especificamente as que têm TA; mas... Observem uma coisa: o trecho fala de um 'retrato mental' que fazemos de nossas formas, e que este não condiz muito com a realidade. Parece um pouco com a visão distorcida que os que portam um TA têm, não? O que vocês acham?
“Quando o assunto é aparência, as mulheres são verdadeiras carrascas. Sabemos como ninguém apontar as imperfeições, mas as qualidades? A gente vê muito pouco. Pior. É como se aquela gordurinha chata fosse mais importante que o conjunto da obra. O psicólogo Marco Antônio de Tommaso, de São Paulo (SP), fez um estudo com 140 modelos e todas disseram estar insatisfeitas com o próprio corpo. ‘É como se não falássemos da mesma pessoa’, diz Tommaso. Segundo o psicólogo, as mulheres se avaliam usando como referência o retrato mental que fazem de suas formas e ele é quase sempre diferente da realidade.
É bom lembrar que a beleza perfeita não existe. Portanto, não vale estressar. E nem grudar nos detalhes. Vamos fazer exercícios, sim, pois saúde, qualidade de vida e um corpo em forma não fazem mal a ninguém. Mas a gente não pode esquecer o valor da energia, da alegria de viver, que faz toda a diferença.”
Fonte: revista Boa Forma (julho/2004)
Abraços!
Escrito por Grupo Sinto Muito às 11h38
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